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segunda-feira, 17 de março de 2008

TODA CRIANÇA MEREÇE SER PROTEGIDA!


17/03/2008 : - GOIÂNIA


Presa mulher suspeita de torturar filha adotiva

A polícia de Goiânia prendeu, nesta segunda-feira (17), uma mulher de 42 anos suspeita de torturar a filha adotiva de 12 anos. Policiais resgataram a criança após uma denúncia anônima. Segundo a polícia, a garota estava acorrentada a uma escada, em um prédio da cidade.
A adoção da criança teria sido feita de forma irregular. Segundo as investigações da polícia, a menina morava com a mulher havia dois anos. Os pais biológicos não teriam condições de criá-la.
A menina foi encaminhada ao conselho tutelar e vai ficar em um abrigo para menores.
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2 comentários:

PERDIGÃO disse...

Edição: 582 Data:17/03/2008 Menina era torturada em casa de empresária
Renato Rodrigues e Gustavo Ponciano

Denúncia de um vizinho feita na manhã de ontem à Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA) levou à prisão em flagrante da empresária Sílvia Calabresi de Lima, 42. A mulher é acusada de torturar e manter em cárcere privado a menor L.R.S, 12. Os agentes da Polícia Civil encontraram, às 9h40, a vítima amordaçada e pendurada por correntes presas ao pulso em uma escada que leva à caixa d'água do Edifício Antônio Nascimento, na Rua 15, Setor Marista, onde mora a acusada e sua família. Também foi presa em flagrante a empregada doméstica Vanice Maria Novais, 23, que confessou ter auxiliado Sílvia em algumas das sessões de tortura.

Segundo o depoimento de L., as agressões começaram desde que a vítima foi morar com Sílvia, há dois anos. A mãe da menina, Joana D'Arc da Silva, que é de Pires do Rio, permitiu que ela fosse morar com a acusada imaginando que teria a chance de estudar e ter uma vida melhor, já que passavam dificuldades financeiras para criar seis filhos. Desde agosto de 2007, a garota foi impedida pela empresária de ir à escola e não mais saiu do apartamento.

Segundo a titular da DPCA, Adriana Accorsi, as sessões de tortura incluíam sufocamento com sacos plásticos, espancamento com cabos de vassoura, esmagamento da ponta dos dedos em porta, aplicação de molho de pimenta nos olhos e narinas, amordaçamento, afogamento no tanque de lavar roupa, enforcamento com corda e fios, e queimaduras com ferro de passar roupa. L. teve a língua mutilada em diferentes pontos e disse à delegada que era obrigada a comer e beber fezes e urina de cachorro. A vítima também declarou que estava há três dias sem se alimentar e que dormia no chão da área de serviço, sem colchão ou cobertor.

A vítima também era torturada psicologicamente. Muitas vezes era punida por pedir comida, para ver os pais e obrigada a fazer mais de uma vez o mesmo serviço doméstico. “Tudo era motivo para ela apanhar”, afirma Accorsi. L. era responsável pela limpeza do segundo andar do apartamento de Sílvia, que tem dois pisos. Vanice disse que participou de algumas sessões de tortura porque a patroa a obrigou sob ameaça de não devolver os documentos dela e das duas filhas da doméstica, de 4 meses e 4 anos de idade. A mulher disse que trabalha há um ano e dois meses para Sílvia e que desde abril do ano passado não recebe os R$ 380 de salário mensal. Segundo a Polícia Civil, Vanice também telefonava para Sílvia para informar as falhas da vítima para que fosse punida. A delegada diz que as agressões se intensificaram quando L. completou 12 anos, em 1° de novembro.

A Polícia Civil vai investigar denúncias de maus-tratos a duas meninas feitas contra Sílvia há aproximadamente quatro anos. Umas das possíveis vítimas seria uma criança de 5 anos. No apartamento, além de Sílvia e Vanice, também moram a mãe da empresária, seu marido, e um filho de 4 anos. Segundo a empregada, um filho de 22 anos que freqüenta a casa de Sílvia, como todos os outros membros da família, tem conhecimento das agressões. As acusadas podem pegar até 25 anos de prisão.

L. está em um abrigo, sob a responsabilidade do Conselho Tutelar, e recebendo tratamento médico e psicológico. Sílvia e Vanice passaram a noite em cela da Delegacia Estadual de Repressão a Narcóticos (Denarc) e hoje serão encaminhadas à Casa de Prisão Provisória (CPP). Silvia disse à delegada que só se declararia em juízo. Em entrevista a uma rede de TV, a mãe da menina disse que não desconfiava das torturas e que a filha sempre criava desculpas para ferimentos em seu corpo e para a tristeza que passou a apresentar

PERDIGÃO disse...

UM ABSURDO.. QUEM PODERIA IMAGINAR O QUE ACONTECE COM AS CRIANÇAS EM GOIÃNIA?