No indicador homicídios, a Capital registrou, em 2004, 283 crimes. No ano seguinte, 305 ocorrências foram computadas pela Delegacia de Investigações de Homicídios (Deih). Até agora, já foram registrados 189 homicídios.
Mas o delegado-titular da Deih, Jorge Moreira, diz que não houve crescimento do número de homicídios no Estado, como aponta o IBGE.
Em relação a Goiás, não foi apontado o indicador para lixo radiativo. Mas outros temas foram contemplados, como números de focos de calor, em que o Estado ocupa a 13ª posição nacional, e o valor das exportações e importações.
Moradora de Iporá (216 km da Capital), Maria Dalva Alves de Souza lamenta a perda de cinco parentes em um único acidente de trânsito, no último dia 31, entre Claudinápolis e Santa Bárbara de Goiás (foto). A família está consternada com a violência do acidente, afirmou, sem saber ao certo a quem responsabilizar pela morte dos parentes. Uma carreta bateu de frente ao veículo em que eles estavam.
Moacir Cunha Neto, DM
O mapa da violência em Goiás alarga as fronteiras. O Estado ocupa o terceiro lugar nacional, quando comparados os números de mortes no trânsito, alcançando 30,1 mortes por 100 mil habitantes, em relação às duas regiões que apresentaram índices também elevados Santa Catarina (32,3) e Paraná (31).
No indicador de homicídios, o número foi de 27,6, com base em dados de 2004, ficando um pouco acima do País, que teve 26,9 mortes por 100 mil habitantes. Os números compõem a 3ª edição dos Indicadores de Desenvolvimento Sustentável de 2008 (IDS) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A região Sudeste foi a que apresentou a taxa mais elevada, com indicativo de acréscimo, quando comparados os números de mortes violentas por homicídio no País, ficando em 32,3 mortes por 100 mil habitantes, enquanto a média nacional ficou em 26,9 por 100 mil. Em relação a acidentes de trânsito, também com base em dados de 2004, os homens foram as principais vítimas, com 32,6 mortes, contra 7,2 a cada grupo de 100 mil mulheres.
O Departamento Estadual de Trânsito de Goiás (Detran-GO) computa, desde 2004, 5.553 mortes no trânsito em todo o Estado. Por outro lado, a estatística de acidentes revela cenário nada animador. No mesmo período, foram registrados 4.823 acidentes de trânsito. Não acredito que a pesquisa (do IBGE) esteja correta. Ocorre, quase sempre, diferença na coleta dos dados para as estatísticas, ressalta o diretor-técnico do Detran-GO, Horácio Mello Cunha Santos. Para ele, quando são coletados dados em vários órgãos responsáveis pelos números, a tendêndcia é que haja aumento. Para haver maior confiabilidade, ele diz que é necessário, quando se trata de acidentes de trânsito, unificar o método adotado pelo Departamento Nacional de Trânsito (Denatran). Isso ainda não acontece, apesar de já termos sugerido a unificação, lembra. O estudo mostra que o Brasil avançou em áreas como a economia, mas, nas questões sociais, há restrições, como a violência nas áreas urbanas, que ainda preocupa especialistas.
O levantamento que subsidiou o estudo do IBGE tem por base o cruzamento de dados de 60 pesquisas feitas entre 2002 e 2004. Contibuíram com os dados a Secretaria de Vigilância em Saúde, o Ministério da Saúde (MS), Divisão de Análise em Situação de Saúde e o Sistema de Informação sobre Mortalidade. Foram analisados 23 indicadores, divididos segundo os temas atmosfera, terra, água doce, oceanos, mares e áreas costeiras, além de biodiversidade e saneamento.

2 comentários:
Caro amigo Jakson, fiquei muito contente ao descobrir você neste sit.
Que bom que você está envolvido nas causas sociais de goiania, etc
Abraço,
Pe.José Hilton Bezerra Sousa
josehilton11@yahoo.com.br
Caro amigo Jakson, fiquei muito contente ao descobrir você neste sit.
Que bom que você está envolvido nas causas sociais de goiania, etc
Abraço,
Pe.José Hilton Bezerra Sousa
josehilton11@yahoo.com.br
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